Fórum Romano

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terça-feira, 1 de maio de 2018

O Jogo como ferramenta de Aprendizagem

Jogo Cara a Cara e a Independência do Brasil




Nós professores estamos sempre em busca de novas estratégias para tonar melhor nossas aulas e garantir o aprendizado de nossos alunos, então, por que não tornar mais divertido o aprendizado sobre a independência do Brasil? 
As temáticas relativas à História do Brasil acabam sendo de difícil aprendizagem para os alunos, sobretudo os mais jovens. Nomes, datas e acontecimentos passam a ter mais relevância do que o que realmente importa, ou seja, a compreensão do processo histórico. 
Pensando nisso e tendo de enfrentar todos os anos as carinhas sem interesse de meus alunos, pensei em uma estratégia para reverter a situação e tornar o tema mais atrativo:

Por que não um jogo? 

Mas como pensar em um jogo de maneira a entretê-los e ainda criar mecanismos de aprendizagem? 
Foi necessário pensar em vários fatores antes de organizar o material, como por exemplo: qual jogo utilizar? 
Criar jogos com base em jogos já existentes é muito mais fácil, além de facilitar a compreensão das regras por parte dos alunos. Dessa forma pensei em todos os personagens, inevitavelmente datas e até representações que pudessem ser utilizadas. 
O jogo escolhido foi o Cara a Cara, justamente pela facilidade em reconhecer personagens. 



O passo seguinte era trabalhar o repertório: como tornar o jogo muito mais do que a simples adivinhação de quem é? Como é? É homem? É mulher? 




Elaborei as cartinhas que seriam as Caras utilizando, claro, critérios históricos sobre a temática. Não poderiam faltar personagens como D. Pedro e D. João VI, bem como Leopoldina, mas o jogo foi enriquecido com outros personagens que nem sempre são lembrados, como Maria Quitéria, Frei Caneca e Debret. 
Representações artísticas como as Cortes de Lisboa, a Coroação de D. Pedro, de autoria de Debret, e o grito do Ipiranga também aparecem, favorecendo o desenrolar do jogo. 




Além do tabuleiro e das Caras,  cada dupla recebeu a cartela acima, que trazia as descrições de quem eram esses personagens. A leitura do material favoreceu a ampliação do repertório. 








Esse jogo compôs uma das estações de uma aula ativa sobre o Processo de Independência do Brasil com grupos de alunos de 8˚s anos.
A aula ativa em estações favorece a aplicação desse tipo de atividade, pois proporciona autonomia para que os grupos de alunos organizem e ampliem seu conhecimento. 

Esse material também pode se adequar a alunos de 5˚ano, caso haja organização da linguagem e seleção de personagens.