Fórum Romano

Fórum Romano

sábado, 27 de fevereiro de 2016

Museu do Oratório Ouro Preto: coleção magnífica

Ao visitar a linda cidade de Ouro Preto há tantas coisas para ver que até nos sentimos perdidos... ok, perdidos mas deliciados, as ladeiras são íngremes e fantásticas, os casarios com suas janelas pitorescas, as igrejas que se destacam na paisagem, como não imaginar toda a história que se passou por ali?
Os escravos e seus senhores, as sinhás detidas pelas janelas e gelosias...
Para mim, a cada ano que volto, faço novas descobertas, detalhes que não tinha conseguido captar no ano anterior, conversas com as pessoas tão solícitas e simpáticas, enfim, que honra poder conviver anualmente com o povo mineiro.
Esse post é para falar sobre o Museu do Oratório. Localizado no Adro da Igreja de Nossa Senhora do Carmo, local da antiga casa do Noviciado do Carmo (construção do século XVII), passou por uma grande reforma para poder acomodar o Museu e hoje nos dá uma amostra de como eram os interiores das construções do período colonial e a fé de seus habitantes.
                                    http://museudooratorio.org.br/conheca/historico/
Igreja Nossa Senhora do Carmo - parte externa Marido e filha em nossa viagem de julho/2015   
Vista do interior da igreja, é preciso pedir autorização para subir as escadas e verificar o local onde ocorrem reuniões da Irmandade do Carmo.
Entrevista com o funcionário do Museu do Oratório, muito solícito e gentil, atendeu prontamente minha aluna Júlia.
Vista  da cidade a partir do pátio da igreja.
Adoro as fotos tiradas a partir do interior, as janelas das construções coloniais emolduram o lindo cenário.

No Museu do Oratório as fotos não são permitidas, mochilas e câmeras devem ficar guardadas em armários organizados na entrada do museu. O site é excelente, muito organizado e permite exploração minuciosa das obras: http://museudooratorio.org.br/conheca/apresentacao/
O Museu foi fundado em 1998 e é composto pela coleção de Ângela Gutierrez, as peças são desde o século XVI ao XIX. Fiquei encantado com o relato do monitor ao nos contar como ela foi composta: Ângela visitava fazendas por todo interior do Brasil, participava de leilões e montou essa fantástica coleção. Fico pensando no que ela encontrou: antigas sedes de fazendas decadentes, tanta história contida nessas peças, penso na tristeza que alguns tiveram, mas se viram obrigados, a desfazerem-se de seus tesouros. As peças são de madeira e acabam castigadas pelo tempo e ao serem adquiridas, passaram por um minucioso sistema de restauro. 
A coleção de Ângela possibilitou a criação de 3 Museus: o do Oratório em Ouro Preto, o de Ofícios em BH e o de Sant'Ana em Tiradentes, que é meu preferido e merece um post só pra ele. 
São inúmeros oratórios (162 no total) de tamanhos muito variados, desde pequeníssimos até os que lembram capelas domésticas.


http://museudooratorio.org.br/conheca/apresentacao/
Reconstituição de um batizado em frente a um grande oratório de ermida, destaque para as roupas em estilo francês
Os primeiros oratórios surgem na Idade Média, o tamanho permitia que o fiel transportasse consigo a "capela", oratório e realizasse suas orações onde estivesse. A esquadra de Cabral trazia um oratório em homenagem à Nossa da Esperança. 
Nos anos que se seguiram a implantação da colonização brasileira, o isolamento e a dificuldade de deslocamento na colônia fez com que os oratórios fossem uma alternativa para a religiosidade nesse longínquos confim do além-mar. 
Nas palavras de Ângela Gutierrez: "Em Minas Gerais, o oratórios simboliza a gratificação da fé, pelas andanças perigosas dos aventureiros, acompanhando-os com a sua benção e indispensável patrocínio. O certo é que esses objetos de fé, hoje escassos, ocuparam vilas, cidades, aglomeraram comunidades em torno da espiritualidade triunfante da Contrarreforma."

http://museudooratorio.org.br/sobre/

Ao observar os oratórios e demais imagens selecionados e expostos no espaço, minha imaginação de historiadora alça vôo novamente... como não pensar nas pessoas que os possuíram? Aqueles objetos representavam o porto seguro, orações, pedidos e agradecimento de gerações. Representações barrocas, rococó e neoclássicas mostram a fé do povo brasileiro.
Para o observador, lá estão também exemplos do sincretismo religioso que se realizou por toda a colônia, exemplos da influência africana e indígena incorporados pela religiosidade cristã. Na minha opinião, são os mais belos e elaborados, imagino-os nas senzalas, trazendo conforto aos oprimidos.


Os Oratórios de Algibeiras acompanhavam os viajantes, pequenos e leves, poderiam ser facilmente transportados, é possível conhecer oratórios tão diminutos que poderiam ser transportados nos bolsos. 

Os oratórios de Alcova eram verdadeiros bens familiares, geralmente passavam de mães para filhas, ficavam nos quartos. 

http://museudooratorio.org.br/grupo_oratorio/oratorio-de-salao-decorados/

Para o observador, lá estão também exemplos do sincretismo religioso que se realizou por toda a colônia, exemplos da influência africana e indígena incorporados pela religiosidade cristã.  Eles não apresentam o requinte e as cores dos demais oratórios, produzidos pelas mãos de negros escravizados e repletos de simbolismo da cultura afro, na minha opinião, são os mais belos pelo seu simbolismo histórico, imagino-os nas senzalas, trazendo conforto aos oprimidos.

http://museudooratorio.org.br/oratorio/oratorio-afro-brasileiro-mo-099/

A recriação de um acampamento tropeiro, com todos os seus utensílios para desbravar o sertão e levar consigo objetos para venda e, claro, oratórios para oração e proteção é, para mim,  um espaço que merece destaque. Há muitos anos, ao ler o livro de Laura de Mello e Souza, Os Desclassificados do Ouro, imagino a vida desse importante personagem no processo de colonização, o tropeiro, fundamental para os primeiros anos da ocupação dessa região no coração do território, endurecido pelas dificuldades das estradas, garantia o abastecimento e caminhava pelos sertões na certeza de estar protegido por seus santos e oratórios. 



http://ecoviagem.uol.com.br/noticias/turismo/turismo-nacional/aproveite-as-ferias-escolares-e-visite-as-cidades-historicas-mineiras-tu-16275.asp

Ângela Gutierrez merece agradecimentos e felicitações por compartilhar sua coleção particular com o público!

Endereço:
Preço: R$5,00 (meia entrada para estudantes e professores)
R$: 10,00 inteira

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

1˚ano: da Pré-História à Grécia Antiga

História            1˚ano: Habilidade para a P1          Conteúdos: aula 1 a 10

- Introdução à História: 
- A Pré-História: Primórdios da evolução humana: do surgimento dos primeiros hominídeos, os períodos da Pré-História até o aparecimento da escrita.   

A Pré-História Brasileira: teorias de povoamento e povos 
-  Conhecer as diversas fontes que possibilitam o estudo do passado.
- Conceituar e diferenciar os principais períodos da Pré-História,
- Compreender que o termo pré-história refere-se a todo período do desenvolvimento humano antes do domínio de registros escritos.
- Problematizar o termo pejorativo pré-história.
- Compreender as controvérsias acerca da presença humana na América.
- Identificar características e evidências que comprovam as hipóteses para ocupação do continente americano,
- Problematizar o conceito índio,
- Relacionar a redução da população indígena ao etnocentrismo e conquista da América pelos europeus a partir do século XVI
A Antiguidade Oriental: A Civilização egípcia: Processo de sedentarização, a formação dos primeiros Estados; a civilzação egípcia;   
- Compreender o conceito Civilização,
- Relacionar a organização social egípcia à presença de um Estado forte (Teocracia),
- Estabelecer relação entre a religião e as manifestações culturais e arquitetônicas egípcias.
A civilização Mesopotâmica: A Formação dos estados autônomos na Mesopotâmia, os diferentes povos; os sumérios e o desenvolvimento da escrita; os grandes conquistadores; construções, ciência e tecnologia.
- Relacionar as civilizações egípcia e mesopotâmica no que refere-se a ocupação territorial do Crescente Fértil.
- Classifica-la como característica de civilização hidráulica com modo de produção asiático.
- Compreender a importância dos sumérios e acádios para a formação das primeiras cidades-Estados e desenvolvimento da escrita,
- Compreender o Código de Hamurabi como necessidade de um código de leis escritas pra gerir a vida em comunidade.
Grécia Antiga: Atenas e Esparta + O Período Clássico
- Compreender o processo de formação da Grécia Antiga,
- Estabelecer a importância da civilização cretense para a formação dos valores culturais gregos.
- Relacionar o Período Homérico à primeira diáspora grega,
- Conceituar as causas da primeira e segunda diáspora grega, bem como suas consequências.
Grécia Antiga: Atenas e Esparta
- Diferenciar a organização política, econômica e social das duas principais polis gregas: Atenas e Esparta.
- Compreender as noções de cidadania das polis gregas,
- Compreender o longo processo para a construção da democracia grega,
- Estabelecer os limites da democracia grega.
- Relacionar as Guerras Médicas ao expansionismo ateniense na Ásia Menor. 
- Conceituar a Guerra do Peloponeso e suas consequências para a Hélade.
Grécia Antiga: O : O Período Helenístico/ análise filme 300
- Relacionar os conceitos aprendidos aos apresentados pelo filme como a formação militarista de Esparta, as Guerras Médicas e o xenofobismo grego,
- Localizar e problematizar os erros históricos cometidos,
- Entender a Guerra do Peloponeso como fator determinante para a destruição da Hélade e domínio de Alexandre, o Grande.
- Conceituar o Helenismo e relacionar sua expansão pelo mundo mediterrânico às conquistas de Alexandre.






























































Pré história (completo) from Kerol Brombal




Antiguidade oriental from Kerol Brombal

Utilizando os slides de revisão do Terceirão, o arquivo com as muitas imagens do 1˚ano não carrega. 




Roteiro de estudos grécia from Kerol Brombal

Para o relatório 300 de Esparta:

Entrega: 18/03

Formato de pesquisa: IMPORTANTE: Capa, desenvolvimento, conclusão, bibliografia

Desenvolvimento do texto: 
a) Como ocorre a construção do ideal espartano (quem eram esses guerreiros, que filosofia norteavam suas vidas, tipo de treinamento...)
b) Código de Honra/conduta
c) Guerra: reação da população frente a uma ameaça externa;
d) Visão do outro: o estrangeiro. 
e) Comparação entre o homem grego e o persa
f) Filme/quadrinhos: ficção x realidade

Atenção: Trata-se de uma pesquisa que busca ampliar o conhecimento, portanto, você poderá utilizar informações da internet e livros, mas atenção à cópia integral (plágio). Faça as devidas citações. 

Para Ampliar: Leve em conta as informações contidas nos documentos abaixo: 





terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

Curiosidades - Arqueologia

Estudar história envolve conhecer o fascinante trabalho de profissionais que auxiliam o historiador em estudos de sociedades onde não haviam registros escritos, os arqueólogos. Por meio dos vestígios materiais é possível conhecer detalhes sobre o cotidiano da vida em comunidade, descobrir preferências alimentares, enfim, o modo de vida.

Para saber um pouco mais, assista ao vídeo sobre Pompeia e acesse o link para visitar a caverna de Lascaux na França.



Visita à caverna de Lascaux na França

http://www.lascaux.culture.fr/#/fr/02_00.xml