Fórum Romano

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terça-feira, 10 de novembro de 2015

Mostra de Projetos 2015: Idade Média: Hábitos, aventuras e heróis

Planejar e executar um projeto anual é sempre uma aventura: traça-se os planos, levanta-se as ideias, verifica-se as possibilidades... Para mim o mais legal é que, embora trabalhe todos os anos com os mesmos conteúdos, os projetos possibilitam que tudo seja sempre novo e diferente.


As turmas dos 7˚s anos desse ano estavam cheios de ideias, envolveram-se com as temáticas propostas e sempre iam além do que eu pedia, já começaram os trabalhos me surpreendendo com os jogos maravilhosos que produziram a partir do paradidático Aladim e as mil e uma noites: http://www.aquisotemhistoria.blogspot.com.br/2015/05/7ano-aladin-e-outras-historias-das-mil.html

Nossa segunda leitura era para mim um livro que mora em meu coração desde minha adolescência: As Batalhas do Castelo, de Domingos Pellegrini, li esse livro quando tinha a idade deles, já apaixonada por história, não conseguia parar de ler e viajei com Bobuque e sua corte até o Castelo do Canto, me diverti com as aventuras dos meninos que corriam juntos pelos penhascos, com os sonhos daquele povo sofrido. Por isso, quando há alguns anos houve a solicitação para que história trabalhasse com um paradidático, não tive dúvidas!


Como Bobuque, que tinha uma tarefa enorme ao tentar reerguer o Castelo do Canto, aos meus nobres e corajosos alunos, caberia a tarefa de selecionar um dos capítulos e representar o ambiente ali descrito em forma de maquete. Vamos ver os resultados! 

Descrição dos personagens
Eduardo, Matheus, Vinicius Alencar, Davi
Bobuque: É o ex-bobo da corte, personagem principal, o acompanhamos a história inteira.
-       Dom Carlos Filipe: é um bravo companheiro de bobuque e não desisti facilmente.
-       Príncipe mais novo: sempre destemido e disposto a batalhar pelo seu reino.
-       Fruta, Flor e Primavera: meninas órfãs que seguiram com bobuque para o castelo do canto.
-       Pintor cego: veio investigar como eram as terras do canto, gostou e ficou por ali.
-       Ex-Ladrões: regenerados, eram o povo de bobuque.

A Herança Real
Pedro, Lorenzo e Filipe, 7˚ano B
O rei, está cansado, velho e grisalho.  Está morrendo e  deixa de herança, como agradecimento por alegra-lo todos os dias, o Castelo do Canto ao bobo da Corte, que passa a se chamar Bobuque.
Bobuque é descrito como um homem velho, com olhos de garoto, respeita todos.

A Herança Real
Grupo: Mariana Calarga, Isabela Brito e Giovana Droveto
                                   

Antes da morte do rei ele nomeia o bobo da corte como duque pelo seu esforço e dedicação. Ao receber a notícia o bobo não gostou muito da idéia mas aceitou com duas condições: se ele fosse um duque engraçado e divertido e se todos o chamassem de bobuque.
Passado um tempo o rei morre e o bobuque decide falar com os príncipes para pegar o que era seu e partir para o castelo do canto. E com ele levar idosos, animais doentes, crianças órfãos, presidiários, músicos surdos pintor e o poeta.

Uma longa Viagem
Evellyn, Giovanna Zillete, Mariana P. Corrêa
O bobo que virou duque teve permissão para viver sua vida fora do castelo do rei. Convidou vários aldeões para acompanha-lo em sua viagem.
A viagem foi mais longa do que pensaram, no caminho todos puderam se conhecer melhor até chegarem no Castelo do Canto, que 
estava abandonado.



Uma longa Viagem
Gabriel Carmona, Nathália Araújo, José Eduardo

            A Viagem foi longa, cansativa e difícil. As pessoas estavam doentes e as crianças e velhos não podiam andar muito. Durante o caminho, descansavam e faziam as refeições embaixo das árvores ou em margens de riachos. 

As Primeiras Graças
Vitor, Guilherme, Davi, Maurício
Quando chegaram da viagem, o castelo estava destruído por causa do tempo. Havia crescido árvores e o mato estava alto. Eles começaram a reerguer o castelo e a plantar. A água era barrenta e o moinho estava em pedaços. Após algumas semanas, os moradores do castelo, ao olhar do alto, viam as manchas verdes das novas plantações. 

As Primeiras graças
Nicole Cremasco, Ana Beatriz, Giulia, Bruna

 Quando a caminhada finalmente acabou, Bobuque e o resto das pessoas deram de cara com um castelo abandonado. No castelo não havia portões. As chuvas, ao longo do tempo, deixaram marcas nas paredes e pedras. 
            Ao entrarem, os quartos eram imundos e cheios de bichos mortos, como cobras, ratos e outros. Na praça, os bancos estavam quebrados. 
            No vale do castelo, as terras estavam inférteis e repletas de ervas daninhas. No primeiro dia, o vento parou e todos escutaram a água caindo nos rochedos. Com muita força de vontade, começaram a trabalhar no que podiam. 

Nuvem Negra
Luísa, Fernanda, Nathália Godoy
Em certo momento, o rei decide cobrar impostos em trigo do Castelo do Canto, mas a população não aceita, pois a comida é pouca.
            A água era retirada do fosso, e os fossos eram contaminados, a água não era tratada. Também não havia tratamento de esgoto, que corria a céu aberto.
            Os ratos foram os causadores da Peste, e muitas vezes, ficavam onde a comida estava armazenada.

O Sol
Gabriel Dantas, Júlio, Luan, Lucas

 Os mortos foram enterrados em um lugar que depois virou um jardim. A produção de alimentos aumentos e sobraram poucos cavalos por causa da Peste Negra. Além disso, no final, o poeta diz que eles se esforçaram muito, mas o sol é sempre de graça, por isso ele é tão importante em nossa maquete.

O Sol
Gabriela Lisboa, Caio, Nathan, Rafaela

  A peste passou. Os dois homens que ficaram na caverna e sobreviveram, o padre e Domingo voltaram para junto dos moradores.
            Logo depois, ficaram sabendo de um ataque por parte do príncipe mais novo, dessa forma, decidiram colocar portões no castelo. Quando o príncipe chega com seu exército, encontrou o rei, seu irmão mais velho. Após conversarem, decidiram pela paz e o Castelo do Canto pode prosperar.

As Primeiras Graças
Nicole Rossini, Laís, Júlia, Gabrielle

As plantações do castelo começam a crescer e sobrar trigo. Como não usavam dinheiro, faziam trocas no vilarejo para conseguir o que queriam.  Ajudavam as pessoas do vilarejo e fizeram doações para a Festa de Páscoa.
Conheceram um cavaleiro, este se apaixonou por Fruta e passou a morar no castelo e depois se casaram.

As Primeiras Graças
Grupo: Isabela Pitta, Ana Clara, Laura e Paloma
O castelo era frio e escuro, ele era perigoso e de difícil acesso. O caminho para chegar no castelo era muito difícil de percorrer
  Na Idade Média os duques procuravam rochedos para construir seu castelo, por questão de segurança. O castelo do canto foi construído em cima de um rochedo que era muito íngreme e de difícil acesso, por causa das pedras que haviam em seu caminho”
A vila era pequena com poucos moradores, ela ficava longe do castelo do canto e do castelo do rei. Ela era uma clássica vila medieval, com todas as características de vilas daquela época”. As plantações eram de trigo, aveia e centeio, elas eram abaixo do rochedo. O rio passava atrás do castelo, e ele foi descoberto pelas crianças que eram curiosas e arteiras”


Em seguida, nas aulas de Português, escreveram narrativas de aventura, imaginando-se como cavaleiros medievais em busca de aventuras. Após as correções e refacções, organizaram as histórias em folhas de A3, todas em formato de iluminuras, ou seja, textos ilustrados aos moldes da Idade Média. Os resultados foram as lindas ilustrações que se seguem: 

Com base em pesquisas em sala e na arte elaborada pelo meu marido, organizamos a definição sobre o que é iluminura. O objetivo era que ficasse sobre a "távola redonda" que colocaríamos no centro do estande. 





                                           

Eu preparei a iluminura gigante que ficaria no centro da linha do tempo de nosso estende, contando com a ajuda de meu fiel escudeiro, o gato Mingau. Escolhi reproduzir o primeiro parágrafo do livro paradidático As Batalhas do Castelo, por achar que ele sintetiza os acontecimentos desse período:  
"Mais ou menos lá pelo meio da Idade Média, mesmo o mais medíocre dos reinos tinha seus castelos, suas cortes com príncipes, princesas, duques e condes, viscondes e arquiduques e assim por diante, todos com seus criados e pagens, amas e babás, cachorros e cavalos, pombos e falcões. As cortes eram protegidas por cavaleiros, tropas de arqueiros e lanceiros, todos alimentados por pelotões de cozinheiros e padeiros, nos castelos cercados de ovelhas e pastores, as ovelhas engordando para morrer e os pastores tão magros que pareciam nem viver". 
PELLEGRINI, Domingos. As Batalhas do Castelo. 2˚ edição, 37˚ reimpressão. São Paulo: Moderna, 2003. p. 7.

O resultado final da nossa Mostra, que aconteceu dia 03/10, não poderia ter sido melhor. Pudemos mostrar para as famílias todos os trabalhos realizados no ano de 2015, além de muito aprendizado! 

Aqui a Luísa Carvalho e o Guilherme Fachada, ambos do 7˚ano B, nos encantando com a música, a Luisa tocou flauta doce e o Guilherme violino. 

Damas e cavaleiros prontos para apresentar os resultados para as famílias. Obrigada Brenda e Patrícia pela ajuda nesse projeto tão bonito e significativo! 


Divisões: Idade Média Árabe: Aladim e as Mil e Uma Noites e jogos
Idade Média Europeia: As Batalhas do Castelo e maquetes
Centro: Rei Arthur e os cavaleiros da Távola Redonda

Agradecimentos S2: 

A todos os alunos dos 7˚s anos meu muito obrigado pelo carinho e disposição para o novo, pela criatividade e vontade de aprender! 
Às famílias, obrigado pela paciência em ir e vir para leva-los às casas dos amigos para realizar os dois grandes trabalhos em grupo, sem esse acompanhamento, o resultado final não seria possível. 
Às minhas amigas e companheiras de trabalho, Brenda e Patrícia: Obrigada queridas e, que venha 2016! 

Leitura de livros paradidáticos como complemento da Apostila Anglo nas Áreas de História, Português

KERVEN, Rosalind. Aladim e outras histórias das mil e uma noites. São Paulo: Companhia das letrinhas, 1998.
MALORY, Sir Thomas. O rei Arthur e os cavaleiros da távola redonda. São Paulo: Scipione, 1997.
PELLEGRINI, Domingos. As Batalhas do Castelo. 2edição, 37˚ reimpressão. São Paulo: Moderna, 2003.


quarta-feira, 4 de novembro de 2015

Projetos Individuais 2015

Em todos esses anos trabalhando no Colégio Fundamentum, já oriente pesquisas dos alunos dos 9˚anos sobre temas variados ligados a temas que me instigam e interessam.
Todos os anos, ao iniciar um ano letivo para as turmas finais do Ensino Fundamental 2, o Colégio Fundamentum possibilita que os alunos tenham contato com a pesquisa de um modo mais acadêmico, cabe a eles escolherem um professor orientador e selecionar temas de interesse. A partir de uma pergunta problema e orientações, a pesquisa inicia-se.
Esse ano decidi que não deveria guardar só para mim esse material tão bem produzidos por esses alunos tão empenhados, dessa forma, vou compartilhar os resultados finais das pesquisas que seguiram todas as solicitacões e chegaram aos resultados esperados (muito mais que isso) aqui no Blog:

O Gabriel viajou para a Itália em 2014 e se encantou com as maravilhas arquitetônicas da Cidade Eterna, embora soubesse qual seria seu tema, faltava delimitar o recorte: A política do Pão e do Circo e a manipulação das massas durante a República e o Império romano. O ótimo resultado que se pode conferir nos slides abaixo são fruto de muitas leituras, escritas e reescritas. Parabéns Gabriel, foi muito bom ser sua orientadora! 


Heranças culturais latinas giovanna from Kerol Brombal

Já a Gabriela só tinha uma certeza ao começar o ano de 2015, queria que seu projeto fosse desenvolvido na área de História, não importava o tema! Com o início da apresentação das temáticas sobre História Contemporânea, que são o foco dos 9˚s anos, intrigou-se com a política socialista e, conversando com seu pai, decidiu pesquisar sobre o Muro de Berlim, eis aí sua excelente pesquisa! Parabéns Gabi! 


O Muro de Berlim from Kerol Brombal

A Giovanna, assim como Gabriel, encantou-se pela cidade Eterna (como se manter imune?), comprou um livro muito legal, que eu também comprei, de Giuseppe Gabgi, Roma Ontem e Hoje Sobreposto,. que se encontra em lojas especializadas em souvenires para turistas, mas que não existe aqui no Brasil. O eixo central de sua pesquisa foram as heranças culturais clássicas em nosso cotidiano. Esse foi um tema que exigiu que eu buscasse por informações para poder orienta-la e verificar a veracidade dos fatos. O resultado é a excelente apresentação abaixo, parabéns Gi!


Pão e circo Projeto Individual from Kerol Brombal

A Gabi Honda viajou com sua família para o Japão em janeiro de 2015. Quando ela veio falar comigo, estava fascinada e intrigada, tinha visitado o Memorial da Paz em Hiroshima e estava indignada com os danos causados pela bomba atômica. Pronto, tínhamos um foco de pesquisa e a pergunta problema: Quais as principais consequências da II Guerra Mundial? 
Esse foi outro dos temas de pesquisa desse ano que precisei estudar junto para poder melhor orientar. Confesso que fiquei muito emocionada na hora da apresentação, senti toda a emoção da Gabi ao relatar as cenas que viu no memorial durante sua visita e relacionar com o conteúdo de suas pesquisas. Além do excelente resultado, ficava evidente o empenho. Parabéns Gabi! 

Bomba Hiroshima Gabi from Kerol Brombal

Já o Marcus interessou-se por  um assunto muito relevante para a História do Brasil, o envolvimento da FEB na II Guerra Mundial. Embora seja um tema cheio de curiosidades e com possibilidades de aprofundamentos variados, é pouco estudado e conhecido. A pergunta problema era: Qual foi o envolvimento e a importância dos Pracinhas Brasileiros na Segunda Guerra Mundial.
O tema II Guerra Mundial sempre me fascinou, principalmente quando penso nesses milhares de homens que viviam no Brasil na década de 1940 e atravessaram o Atlântico para irem lutar nas gélidas montanhas da Itália no inverno de 1944.
Esse ano estive em Brasília em uma cerimônia de homenagem aos membros da FEB em 08/09, a foto que o Marcus utilizou para ilustrar a homenagem da presidente Dilma ocorreu nesse mesmo dia, acho que meu encanto pelo tema diminui um pouco ao ter que ouvir o discurso do parlamentar que presidia a sessão solene. Uma pena, talvez, em meus sonhos cor de rosa, não relacionava esses homens heroicos ao golpe de 1964 que pôs fim a democracia por 21 anos, como já dizia sabiamente Chico:  "Dormia a nossa pátria mãe tão distraída, sem perceber que era subtraída, em tenebrosas transações..."


Pracinhas marcos from Kerol Brombal

Queridos, parabéns a todos e obrigado por me escolherem e permitirem que eu buscasse mais conhecimento para poder orienta-los! 

terça-feira, 27 de outubro de 2015

6˚ano: Roteiro de Estudos para avaliação Trimestral

Olá pessoal do 6˚ano;

Nossas provas estão chegando, então vamos nos preparar!
No final do roteiro deixei os 2 vídeos que trabalhamos em sala, vale a pena assistir de novo e tirar possíveis dúvidas.

6˚A: 17/11 - Grécia (Capítulos 15 ao 17) Roma (Capítulos 18 e 19)
6˚B: 09/11- Só Grécia (Capítulos 15 ao 17)
6˚C: 13/11 - Capítulos 15 ao 18 (Grécia e Roma) 

Não se esqueçam, revejam as tarefas roteiros de todos os capítulos trabalhados.

1) Volte as tarefas Roteiros do Capítulo 15: Grécia: uma civilização que marcou a História e comece seus estudos pelo direcionamento das questões propostas em sala. 
2) Por que podemos dizer que o poder na Grécia era "humanizado"? (página 95)
3) Qual a importância da palavra para a prática política grega?Explique. 
4) Releia as páginas 95 a 97 e explique quais os limites da cidadania na Grécia Antiga. 
5) Defina e explique o que era e como funcionava: 
a) Oligarquia,
b) Democracia.
6) Explique como era a vida das mulheres nessa sociedade. 
7) O que significa cidades-Estados? (página 94)

Capítulo 16: Esparta e Atenas: duas experiências:
Reveja a tabela de organização de informações no caderno. 

8) Volte a tabela do caderno e reveja as principais informações sobre essas duas cidades. 
9) Esparta e Atenas eram as mais importantes cidades da Grécia Antiga e as diferenças entre essas duas cidades eram  grandes. Escolha 2  e as explique. 
10) As cidades gregas antigas, apesar da proximidade cultural e geográfica, tinham uma grande rivalidade entre si que, volta e meia, resultavam em guerras, como a do Peloponeso, a mais famosa delas. Com base nisso:
a)     CARACTERIZE a Guerra do Peloponeso.
b)    IDENTIFIQUE sua principal consequências para a Grécia. 

Capítulo 17: A Cultura na Grécia
11) Cite exemplos culturais gregos que permanecem em nossa sociedade. 
12) Explique por que podemos afirmar que a cultura na Grécia era antropocêntrica



      

Capítulo 18: Uma viagem a Roma Antiga

1) Explique qual a origem lendária da cidade de Roma.
2) Como é possível explicar a transformação da cidade de aldeia em cidade-Estado.
3) Reveja os exercícios da página 117, Atividade 2, o objetivo é analisar a composição social da sociedade romana.
4) Por que a monarquia etrusca não atendia os interesses dos patrícios? O que eles desejavam? Explique. (página 117)

Capítulo 19: A República Romana

5) O que significa a palavra, derivada do latim, República? (página 119)
6) Como era o funcionamento da República romana? Qual seu órgão mais importante? (página 119) 
7) De que forma os plebeus conquistaram seus direitos políticos (paginas 121 e 122)
8) Relacione as conquistas territoriais romanas às trocas culturais dos povos conquistados. (página 124) 



segunda-feira, 26 de outubro de 2015

Peru: Lima: Parte I

Este post foi planejado há bastante tempo, mas a correria não me permitiu articula-lo como eu desejava. 
Viajar para o Peru era meu sonho desde que estava no Fundamental II, viajava nas aulas de História, que para mim eram tão cheias de magia e encantamentos... 
Me lembro que quando estava no 9˚ano fiz uma pesquisa na Feira de Ciências anual do Colégio que estudava sobre as civilizações pré-Colombianas, dados os recursos da época, lembro que ficou muito bonita! 
Mas os preços e as prioridades sempre fizeram com que esse destino estivesse em segundo plano. Quando, enfim, a oportunidade apareceu, as pesquisas começaram e o roteiro começou a ser planejado com muito cuidado e capricho. O problema é o mesmo de sempre: quero ver tudo e o tempo é curto! 
Começaríamos por Lima, uma vez que não é possível voar direto para Cusco. Fiquei maravilhada com as oportunidades que a capital oferece, além claro, de todas as suas peculiaridades como ser a única capital da América do Sul localizada no litoral, museus e sítios arqueológicos e os excelentes restaurantes. 
Ao chegar ao aeroporto Jorge Chaves, muito bonito e organizado, com atendentes simpáticos e prestativos, um susto: há muitos policiais e cães farejadores a procura de drogas e outros produtos ilícitos. Nossa mala foi parada, o cachorro estava alucinado. Ricardo abriu e, claro, o policial não achou nada, mas o cachorro estava mesmo muito irritado... seria um cheirinho de Mingau, nosso gato fofo? Sim, depois me lembrei que enquanto eu preparava aquela mala ele tinha entrado por ali e se esfregado todinho... 
O aeroporto fica a uns 30 minutos de Miraflores, bairro que escolhemos para ficar. O trânsito é caótico e barulhento e a frota, em geral, é velha. Foi um longo percurso pelo litoral, nosso primeiro contato com o Pacífico. 
O que primeiro chama a atenção são os paredões imensos que separam a cidade da praia. O guia nos explicou serem paredões artificiais, de contenção e proteção da cidade em caso de terremotos e tsunamis.

Incrível vista do Oceano Pacífico a partir do shopping Larcomar
A praia também é artificial. 

A primeira refeição foi na praça de alimentação do shopping Larcomar, com um vento gelado que vinha do Pacífico, mas não menos deliciosa: comemos vários tipos de ceviches e arroz com polvo. O sabor era ainda melhor do que os que havíamos experimentado aqui no Brasil. Pedimos um combinado de ceviche caliente, com o peixe empanado e frito, mas com o leite de tigre, como no tradicional, e vários outros mais "exóticos" de frutos do mar e molho agridoce. Achei tudo lindo e delicioso! 
 A Clara experimentou e amou a Inca Cola, refrigerante tradicional do Peru, com uma cor amarela que lembra detergente, mas é doce com xarope, eu a Chicha, bebida a base de milho roxo e especiarias, que achei muito saborosa (e, felizmente, não mais preparada como na época dos incas)
Nessa imagem tentei organizar um pouco de tudo o que comemos de diferente: ceviches (quente e tradicional), empanadas (deliciosas tanto as doces quanto as salgadas!), sanduíches vegetarianos com abacates em Aguas Calientes, risoto de quinoa (maravilhoso!) e o filé de Alpaca (com gosto muito forte, mas achei bem gostoso).
A apresentação dos alimentos é linda, os legumes e grãos são enormes. Fiquei impressionada com o tamanho e cores dos diferentes tipos de milho e ervilha que encontramos. 

Já no City Tour, Ana Clara comprou mais uma Inca Kola, ficou fã!

Durante o City Tour, estava empolgada e ansiosa para ver tudo o que eu havia lido e pesquisado sobre o centro de Lima, a agência de viagem que contratamos, a Viajes Pacífico, foi excelente em tudo.






8 ano: Roteiro de Estudos para Prova Trimestral

8A: 08/11 
8B: 31/10

Capítulos 13: A Primeira Revolução Industrial, 
14: A Segunda Revolução Industrial, 
15: Novas Formas de ocupação e exploração: O Imperialismo 

Capítulo 13- A Revolução Industrial

Habilidades: 
- Compreender as causas que levaram à Inglaterra a ser o primeiro país a se industrializar;
- Perceber a diferença entre a produção artesanal e a maquinofatura
- Compreender a nova dinâmica econômica da Europa no final do século XVIII e transição para o XIX: o capitalismo;
- Conceituar proletariado;
- Entender as péssimas condições dos trabalhadores das primeiras fábricas nos séculos XVIII e XIX;
- Conceituar Ludismo;

O que deve-se saber: 
(Roteiro de Estudos - verificar o material do Moodle e o roteiro previamente realizado no caderno)

1) Causas da Revolução industrial: fatores que fazem da Inglaterra pioneira nesse processo. 
2) Uso do termo Revolução Industrial - por que se aplica? 
3) Consequências dessa Transformação:
a) econômicas;
b) sociais;

Teleaula com Teatro e dramatizações ara auxiliar nos estudos... é velhinho, mas vale a pena! 

 
E os Slides de sala: 


2˚ ano revolução industrial from Kerol Brombal


Capítulo 14: A Segunda Revolução Industrial

Habilidades:
 - Entender como foi possível que outros países passassem pela Revolução Industrial;
- Conceituar mundialização da revolução,
- Compreender as novas fontes de energia surgidas nesse contexto e as consequências delas advindas; 
O que deve-se saber (Roteiro de Estudos)
4) Características da II Revolução Industrial, destacando as diferenças em relação a Primeira.
5) Novas fontes de energia passam a ser utilizadas, quais são elas e quais as consequências dessas novas tecnologias. 
6) Explicar como a burguesia, um dia revolucionária, se tornou conservadora.
7) Como o aparecimento de novas ideologias, como o anarquismo e o socialismo científico, transformaram o modo de reivindicação dos trabalhadores

Capítulo 15: Novas formas de ocupação e exploração: O Imperialismo

Habilidades: 

- Conceituar Imperialismo.
- Relacionar o imperialismo à II Revolução Industrial;
- Compreender as consequências do Imperialismo para as populações africanas e asiáticas.
- Conhecer os movimentos de resistência dos trabalhadores no século XIX: o socialismo científico;

- Diferenciar anarquismo e socialismo.

Imperialismo = Império
 II Revolução Industrial - Aumento da produção dos países europeus    --- vender   Pra quem????
- Buscar mercados consumidores fora da Europa.
- NEO – COLONIALISMO (nova forma de explorar colônias – século XIX); MONOPÓLIO = EXCLUSIVISMO COMERCIAL
- Novos territórios para exploração: África e Ásia
-  Busca de mercado consumidor (vender os produtos)  matéria-prima.
- Fardo do homem branco: missão civilizadora,
- Resistência local: guerras, mas controle europeu

Palavras chaves:
Imperialismo – Exploração - Etnocentrismo

O que deve-se saber (Roteiro de Estudos)
8) O que foi o movimento denominado imperialismo.
9) A Conferência de Berlim, causas e consequências
10) Sua relação e diferenças com o colonialismo do século XVI.
11) Relação Imperialismo/Etnocentrismo.
12) O Fardo do homem branco e o subdesenvolvimento da África e da Ásia. 
13) Os europeus utilizaram a força como uma das estratégias de dominação de territórios como a África, por exemplo. Contudo, essa não foi a única. Aponte outras estratégias de dominação utilizadas pelos europeus. 

domingo, 18 de outubro de 2015

9˚ano: Roteiro de Estudos para o 3˚Trimestre

Exercícios complementares: Tarefas Roteiros - já estudando para a Avaliação Trimestral (06 e 09/11)

Conteúdos:
Cap 13: Os anos de Chumbo
Cap 14: Cultura Brasileira nos anos de 1960 e 1970
Cap 15: Redemocratização: esperanças e decepções.

Roteiro de Estudos Capítulos 13: 

1)             O que foram as Reformas de Base e por que provocaram a reação de setores conservadores da sociedade brasileira?
2)             Em 1964, os grupos conservadores finalmente conseguiram assumir o poder, coisa que almejavam desde 1954. Por meio de um golpe, esmagaram o processo democrático pelo qual o Brasil passara e impuseram uma ditadura. Por que os golpistas só atingiram seus objetivos em 1964?
3)             O que foram os Ais? Por que o AI-5 pode ser considerado um marco dentro do Regime Militar?
4)             Releia as medidas que compunham o AI-5. Transcreva duas delas e aponte quais princípios iluministas, presentes em países democráticos, elas feriram. 
5)             É possível afirmar que toda a população foi conivente com o sistema ditatorial? Justifique. 
6)             Explique o que foi o Milagre econômico e como ele favoreceu a concentração de renda no país?
7)             Explique o processo de “abertura lenta, gradual e segura”.
8)             O que foi a Lei de Anistia de 1979? Relacione-a à implantação da Comissão Nacional da Verdade, implantada no Brasil em 2010.

Capítulo 14

9)             Releia a canção “Pra  não dizer que não falei das flores”. Ela foi censurada pelo governo militar, que proibiu sua veiculação. Em sua opinião, por que isso ocorreu? Aponte versos da letra que podem ter desagradado aos militares. 
10)          Leia o fragmento a seguir:
O cinema novo desenvolvia-se em torno de uma estética politizada, cujos carros-chefes eram o anti-imperialismo, o anti-capitalismo, a denúncia do subdesenvolvimento e a defesa da justiça social e do nacionalismo.
Nosso Século. São Paulo:Abril Cultural, 1986. V. 9. P. 78

Considerando a afirmação acima, responda: os participantes desse movimento eram favoráveis ou contrários ao golpe de 1964? Justifique.

11) Assistir ao vídeo abaixo: 


Capítulo 15: Redemocratização = volta da democracia (cidadania, eleições, livre expressão, liberdade de imprensa, de ir e vir, habeas corpus);
1979: presidente Figueiredo: - Lei de Anistia: perdão dos crimes políticos;
- Abertura lenta (LLC – 1979-1985), graduaaaaal e seguraaaaa....
Volta de partidos políticos,
1984: Diretas Já!
- Derrota e decepção
- Tancredo e Sarney: eleições indiretas;
- Governo Sarney: - Planos econômicos para conter a infleção;
- Constituição de 1988: Constituição Cidadã.



 Análise da Charge página 97
charge se refere ao final da Ditadura e a transição para o período democrático (redemocratização).
A ironia se refere ao fato de que os brasileiros não votavam para presidente desde 1961, quando Jânio Quadros foi eleito. Dessa forma, em 29 anos, muita coisa ocorreu, transformações sociais, econômicas, relativas à tecnologia, etc.

TR: Relação: Galo, sol nascendo. Santiago relaciona sua charge à música de Chico Buarque: Apesar de Você. O sol e o galo representam uma nova alvorada, uma nova era, um novo dia... “Amanhã vai ser outro dia”.

Assistir ao vídeo sobre Redemocratização: 



 Cap. 15 – Governo Sarney e eleições de 1989

Governo Sarney: 1985-1989 (páginas 101 a 104) 

Período crítico: - dívida externa: inflação – GIGANTE!  Plano Cruzado novo: 1764,8%
- Arrocho salarial: perda de poder aquisitivo. 
Economia: INSATISFAÇÂO.
1988:  A Grande Conquista: CONSTITUINTE – fim definitivo da ditadura. 
Ulysses Guimarães – ILUMINISTA! 
·      Direitos – conquistas – direito à greve, habeas corpus, direitos individuais, trabalhistas.
·      Racismo se torna crime inafiançável,

·      Direito dos indígenas. 

Tarefas Roteiros:

1) Importância e repercussões do movimento Diretas Já!
2) Enfim a abertura política: governo Sarney.
3) A Constituição de 1988: importância e inovações.
4) Eleições de 1989.
5) O governo Collor e a sobrevivência da Democracia.

Proposta de Entrevista: Atividade Diversificada - Duplas

Entrevistar uma pessoa com mais de 45 anos que se lembre, necessariamente, dos fatos solicitados.
Atenção: Como se trata de uma atividade avaliativa, não será considerado a resposta NÃO ME LEMBRO!
A atividade poderá ser digitalizada ou escrita a mão, nesse caso, necessariamente a caneta!

1) Nome e idade do entrevistado.
2) Foto na década de 1980 e atualmente.
3) Questione o entrevistado acerca de suas memórias sobre o movimento Diretas Já! de 1984. Como  se posicionava diante do movimento? Participou? Apoiou, era contra? Explique.
4 O que sentiu quando a medida foi derrotada?
5) O que se lembra da chegada de Tancredo Neves e José Sarney a presidência do país?
6) Relate as principais lembranças sobre o governo Sarney.
7) Quais as expectativas e esperanças em relação à primeira eleição para presidente em 1989? Quais as lembranças mais significativas desse momento?
8) Leia com o entrevistado os trechos de nossa apostila: página 106, que trata do debate entre Lula e Collor em 1989, e o fragmento da ágina 113, ambos retirados do livro: Notícias do Planalto, de Mário Sérgio Conti. De que forma a televisão pode interferir no resultado das eleições?
9) Relate as lembranças mais marcantes do governo Collor, principalmente as impressões sobre o impeachment.

10) Por fim, finalizem a entrevista com a pergunta: Quais suas expectativas em relação à política brasileira atual? O que você gostaria que mudasse?