Fórum Romano

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terça-feira, 9 de abril de 2013

8˚ano: Atividade Extra: O Conde de Monte Cristo


Olá 8˚ano, 


Nesta semana compartilhei com vocês um dos meus filmes/livros favoritos: O Conde de Monte Cristo.
Selecionei os exercícios abaixo para tornar o conhecimento adquirido ainda mais significativo... aproveito para indicar todos os outros livros e filmes baseados na obra magnífica de Alexandre Dumas...
Filme: O Conde de Monte Cristo.
EUA, 2000
Baseado na obra de Alexandre Dumas


Sinopse Comercial:
Após ser traído por seu melhor amigo e encarcerado por 13 anos, um homem decide levar adiante seu processo de vingança, fugindo da prisão e voltando a sua cidade natal como um misterioso conde.

1) Acima consta a sinopse comercial, ou seja, aquela que convida os clientes a assistirem ao filme. Como você apresentaria o filme a outras pessoas? Inclua as partes que você mais gostou, justificando sua escolha.
      2)     Busque no dicionário as concepções da palavra liberdade.
      b) Relacione Liberdade e iluminismo.
      c) Qual delas melhor se encaixa a realidade vivenciada por Edmund Danté? Justifique sua escolha.


Voltaire e o elogio da Razão: 
Texto a ser usado no dia 16/04, imprimir e levar para a aula! 


Olá alunos dos 8˚A (8˚B só a semana que vem, depois das orientações)

Leiam o texto com atenção, copiem e colem em arquivo de word e levem para a próxima aula, pois iremos trabalhar com ele!
Grifem, busquem palavras desconhecidas e façam anotações.


Em meados do século XVIII, pensadores europeus exaltavam a razão e o espírito critico como “luzes” capazes de clarear a mente das pessoas e de eliminar a escuridão da ignorância e da miséria humana. A respeito disso, o francês Voltaire escreveu esta interessante alegoria:

“Fez Erasmo, no século XVI, o Elogio da Loucura. Vós me ordenais que vos faça o elogio da Razão. Essa razão, com efeito, só costuma ser festejada duzentos anos após a sua inimiga, e às vezes muito mais tarde; e existem nações onde ela ainda não foi vista.
Era tão desconhecida entre nós, (...) que nem sequer tinha nome em nossa língua. (...) Apodrecemos por muito tempo nesta horrível e desonrosa selvageria, da qual as Cruzadas não nos tiraram. (...) A Razão ocultava-se em um poço, como a Verdade, sua filha. Ninguém sabia onde ficava este poço, e, se o descobrissem, ali teriam descido para degolar mãe e filha.
Depois que os turcos tomaram Constantinopla, redobrando os espantosos males da Europa, dois ou três gregos, ao fugirem, tombaram nesse poço, ou antes, nessa caverna, semimortos de cansaço, de fome e de medo.
A Razão recebeu-os com humanidade (...) Receberam dela algumas instruções, em pequeno número, pois a Razão não é prolixa. Obrigou-os a jurar que não revelariam o local do sue retiro. Partiram, e chegaram, depois de muito andar, aos salões reais.
Receberam-nos ali como mágicos para distrair a ociosidade dos cortesãos e das damas, no intervalo de seus encontros (...) Chegaram até a ser acolhidos pelo rei da França, que lhes lançou um olhar de passagem, quando ia se encontrar com sua amante. Mas eles foram melhor compreendidos nas pequenas cidades, onde encontraram alguns burgueses que ainda tinham um pouco de senso comum.
(...) Esse fraco clarão se extinguiu em toda a Europa, entre as guerras civis que a assolaram. Duas ou três faíscas da Razão não podiam aclarar o mundo no meio das tochas ardentes e das fogueiras que o fanatismo ascendeu durante tanto tempo. A Razão e sua filha ocultaram-se mais que nunca. (...) Enfim, há algum tempo lhes deu vontade de ir em perseguição a Roma disfarçadas e anônimas, por medo da Inquisição. (...) O papa reconheceu os disfarces e as beijou cordialmente. Apos os cumprimentos, trataram de negócios. Logo no dia seguinte, o papa aboliu leis, diminuiu impostos de que o povo se queixava, estimulou a agricultura e as artes, fez-se estimado por todos.
Satisfeitas,as duas se despediram do papa e continuaram a viagem sem precisar de disfarces. Passaram pela Itália, pela Alemanha, pela Áustria, pela Inglaterra e a França.
- Minha filha- dizia a Razão à Verdade – creio que nosso reino poderia bem começar, após tão longa prisão. Era preciso passar pela trevas da Ignorância e da Mentira antes de entrar no seu palácio de luz, de que foste expulsa comigo durante tantos séculos. Acontecerá conosco o que aconteceu com a Natureza: esteve ela coberta de um véu e toda desfigurada durante inúmeros séculos. Afinal chegou um Galileu, um Copérnico, um Newton, que a mostra quase nua, fazendo os homens enamorarem-se dela. (...) Vejo que há dez ou doze anos os europeus se vêm empenhando para pensar mais solidamente do que haviam feito durante milhares de séculos. Ousou-se pedir justiça. Ousou-se enfim, pronunciar o nome Tolerância.
- Pois bem, minha filha, gozemos destes belos dias; fiquemos por aqui, se durarem; e, se vierem tempestades, voltaremos ao nosso poço.”
Fragmentos de Voltaire, Elogio Histórico da Razão, 1775. In: Contos. São Paulo: Abril Cultural, 1972 p. 649-656.