Fórum Romano

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sábado, 9 de fevereiro de 2013

A imbecilização do Brasil: Carta Capital

Na livraria com minha família a capa da semana passada da Carta Capital me chamou a atenção. Vazio Cultural. Título, no mínimo provocativo... Claro, comprei a revista. Não é segredo para ninguém que gosto muito do material publicado pela CC, mas ao ler o, para mim, tão polêmico editorial, fiquei intrigada, não sei se de todo convencida. Li a sessão de comentários, para verificar se mais alguém estava inquieto como eu, li os que chamavam o autor de petista, e outros adjetivos depreciativos, até que encontrei um breve comentário de Cynara Menezes. Adorei a análise que ela fez da situação. Vale a pena conferir ambos. 

Polêmico artigo do editor Mino Carta:  http://www.cartacapital.com.br/sociedade/a-imbecilizacao-do-brasil/?autor=42

Excelente artigo resposta da autora Cynara Menezes

Em que tipo de arte você acredita? Ou: a imbecilização da elite

Por Cynara Menezes. 
O provocativo artigo de Mino Carta na CartaCapital da semana, A Imbecilização do Brasil, me instigou a escrever um contraponto às palavras dele. Discordo de Mino e sei que, ao escrever o texto, sua 

principal intenção era justamente levantar o debate. Não, não acho que o Brasil tenha se imbecilizado. A questão, para mim, diz respeito ao que se considera arte. Só Portinari é arte? Existe arte “menor” e arte “maior”? Em que tipo de arte você acredita? 


Não vejo “deserto cultural” algum no País. Nos últimos anos, uma nova cultura está surgindo, mas é preciso ter olhos para vê-la. É forte a cultura que vem da periferia e cada vez mais será. Não temos mais Portinaris? Temos grafite. O Brasil é hoje referência mundial em arte de rua. Temos grandes artistas como Os Gêmeos, Nina Pandolfo, Nunca. Estava matutando sobre estas coisas e acabei descobrindo outro fera, o baiano Toz, que acaba de pintar, ao lado de oito grafiteiros, um painel gigante na lateral de um prédio da zona portuária do Rio.


Ao olhar o incrível trabalho de Toz, me dei conta de que a “arte” de que muitos sentem saudade é na verdade uma arte que fica trancada nos museus, que tem de ir à Europa para conhecer. A arte dos grafiteiros está na rua, ao alcance dos olhos de quem passa, não precisa pagar ingresso para ver. Portinari, Di Cavalcanti, Volpi –é indiscutível sua qualidade artística. Mas ver de perto um quadro deles não é para todo mundo. O grafite é –e para mim tampouco é discutível seu valor. Detalhe: o grafite no muro, ao contrário do quadro pendurado no museu, faz qualquer um sentir que pode ser artista. Isso é inclusão.


Guimarães Rosa, Gilberto Freyre… Entendo a provocação de Mino Carta, mas vários dos nomes que ele cita em seu artigo vieram da elite brasileira. E não é culpa do Brasil se a elite não cria mais. Se, em vez de ir para a Europa se ilustrar e voltar escrevendo ou pintando obras fantásticas, os filhos da elite agora preferem ir a Miami comprar bugigangas, não é culpa do povo. Quem se imbecilizou não foi o Brasil, foi a elite. Já escrevi aqui, em tom de galhofa, sobre os submergentes: a elite brasileira submergiu, emburreceu, se vulgarizou. Por que a imprensa, como diz Mino, está ruim? Porque a imprensa é o retrato dessa elite decadente e inculta.


Mas, prestem atenção: o que tem surgido de manifestação cultural vinda do povo é muito mais do que interessante. Representa o futuro, não o passado que ficou para trás. O mundo mudou, a arte também. “Ah, mas o povo gosta de axé, de sertanejo”. E acaso o axé e o sertanejo vieram do povo? Ou vieram do mainstream, da elite que controla a música, para pegar o dinheirinho do povo? Ivete Sangalo, que cobra 650 mil reais para tocar sua música ruim até em inauguração de hospital, não veio do povo. Luan Santana não veio do povo. Eles se impuseram ao povo por meio de mega-esquemas de divulgação. É completamente diferente.


O rap que vem da periferia de São Paulo vem do povo. “Ah, mas o rap não é brasileiro”. E o que é brasileiro? A bossa nova? Mas ela não veio do jazz norte-americano e ganhou elementos nossos? A mistura está em nosso sangue e em nossa tradição cultural: bossa com jazz, rap com samba, funk com maracatu. Isso é Brasil. Vejo, sim, grandes talentos do rap surgindo, fazendo ótima música e falando a linguagem do entorno onde vivem. Os rappers são os cronistas dos rincões mais longínquos e esquecidos do Brasil urbano. Assim como, gostando-se ou não dele, o funk carioca nasce no subúrbio, em estúdios de fundo de quintal. É original e vibrante. Não é “arte”? Voltamos ao começo: o que é arte, afinal?


Numa coisa Mino tem razão, a TV brasileira oferece muita coisa ruim. É verdade. Mas eu não sou tão pessimista. A Globo, principal emissora do país, de vez em quando brinda seus telespectadores com coisas bacanas, até mesmo em novelas, seu mais popular produto –Avenida Brasil é um exemplo recente. Ironia: as outras emissoras comerciais, que pretendem tirar a “supremacia” da Globo, não têm nenhuma exceção, só oferecem lixo. Mas vejam só, temos TV a cabo, com várias opções (eu gosto muito do Canal Brasil), e ainda tem a TV pública. Ninguém é obrigado a assistir porcaria, é só usar o controle remoto.


Hoje mesmo li o Zeca Pagodinho se queixando de que não toca samba no rádio. Pois eu ouço samba direto no rádio, sabem por quê? Porque só ouço rádio pública, todas com programação de alto nível e variada. Zeca, como tanta gente que reclama do que toca no rádio, devia simplesmente boicotar as emissoras comerciais.


Não vejo imbecilização alguma do Brasil. Temos uma significativa parcela de pessoas recém-incluídas que já estão produzindo cultura e, incentivadas, produzirão cada vez mais. É uma notícia excelente: não são mais só os 5% de brasileiros que tinham acesso à cultura que podem fazer música, pintura, literatura, cinema. Ainda não deu tempo de uma nova geração de intelectuais, oriunda das classes mais baixas da população, como é possível hoje, se formar. No futuro, tenho certeza, virão daí os novos Gilbertos Freyres, os novos Sergios Buarques de Holanda, escrevendo sobre o País, suas mazelas e seus desafios.


Com a diferença de que, para eles, não será só uma paixão intelectual. Sentiram na pele o que estão falando. Escreverão com as vísceras. E é essa, para mim, a melhor definição de arte, sempre: aquela que vem das vísceras.


3˚ano: Aulas 2 a 5: Grécia e Roma

Pessoal, coloquei os slides e mais dois exercícios, além de um complemento, está em espanhol, mas tenho certeza que vcs dão conta. Principalmente depois de sexta-feira (rsss)
Antes do final do feriadão anexarei os slides de roma nessa mesma postagem! Beijos carnavalescos!

Questão Unicamp 2013: A relutância dos aliados da Liga de Delos em pagar tributos aumentou quando Atenas decidiu dedicar o enorme excedente acumulado por quase trinta anos para reconstruir os templos e monumentos da Acrópole ateniense, destruídos pelos persas em 480 e 479 a .C.. (Adaptado de Peter Jones (org.), O Mundo de Atenas: uma introdução à cultura clássica ateniense. São Paulo, Martins Fontes, 1997, p. 241.)
a) O que foi a Liga de Delos e quais seus objetivos iniciais?
b) Quais os mecanismos que asseguravam a hegemonia ateniense sobre seus aliados neste período? c) Qual a importância da Acrópole na Atenas clássica? 


*(Fuvest 2009)  No ano passado, aconteceu em Pequim mais uma Olimpíada. No mundo, peças teatrais estão sendo continuamente encenadas. Como se sabe, Olimpíadas e teatro (ocidental) foram uma criação da Grécia antiga.

Discorra sobre:
a) o significado dos jogos olímpicos para os antigos gregos;
b) as características do teatro na Grécia antiga.


3˚grecia em from Kerol E Ri

Em Resumo: 

Fonte: Mapas Mentais.com.br
Aula 1: 




Aprofundamento:

a: 
Material muito bom sobre Arte grega, seguindo os períodos históricos estudados em sala, esse material possibilita um rápido olhar sobre os tipos artísticos desenvolvidos. Vale a pena!


quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

1˚ano - Aulas 2 a 8: Pré-História à Antiguidade Oriental

Egito:


Mesopotâmia:




Pré- História: Pessoal, seguem os slides trabalhados em aula e mais um link muito legal que acabei de achar: Trata-se de um material produzido pela editora Scipione, mostrando o Brasil, antes do Brasil. Por meio desse infográfico você visualiza as diferentes populações e suas produções.

http://sites.aticascipione.com.br/hgb/infograficos/o_brasil_antes_do_brasil.html


terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

8˚ano: Palácio de Versalhes

Olá queridos alunos dos 8˚s anos;
Prontos pra embarcar em uma linda e bucólica viagem ao Palácio de Versalhes?
Magnífico, Maravilhoso, Espetacular, exagerado... todos esses adjetivos não seriam suficientes para definir o Palácio:
Detalhes nos portões

Magnífica entrada principal

Eu felizinha, mas com muito frio, e olha que era verão! 10˚

Linda Galeria dos espelhos! 


Tetos soberbos! 

Mostro mais fotos lindas em nossa próxima aula!


Segue o link: http://www.chateauversailles.fr/homepage nele é possível escolher o idioma para facilitar a navegação e conhecer os pormenores do Palácio.
Esse segundo link é super legal para quem vai pesquisar sobre os cômodos do Palácio: spacodahistoriasempre.blogspot.com.br/p/historia-do-palacio-de-versalhes.html
Vou colocar slides, conforme prometido: