Fórum Romano

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quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Mais Super Trunfo de História!!

Atendendo a pedidos, voltei na http://quadrinhosdehistoria.com/category/trunfo-historico/page/4/ e pesquisei as outras cartinhas do Super Trunfo. Desta vez trouxe também as regras que os autores publicaram! Divirtam-se!!!


A pedidos, seguem as regras do jogo mais impressionante desde a invenção do pólo na grama.
São seis os atributos de cada carta: século; carisma; poder; fé; inteligência e sofrimento.
Com exceção ao século, todos os demais atributos vão de 0 a 100. O maior valor sempre vence (quem tem algo contra
Maquiavel: Sr. responsável por reclamações sobre a dinâmica do poder
este conceito, favor mandar uma carta de reclamação ao Sr. Maquiavel).
O único atributo diferente é o século. quem for mais velho vence. Questão de educação para com os mais velhos. Atentem para as famosas siglas “a.C.”, essas tem maior chance de ganhar das demais. Aliás, “d.C.” não aparece nas cartas (questão de recurso estilístico, reclamações com Scabini).
Regras gerais (iguais a qualquer trunfo):
São 32 cartas divididas em 8 categorias (são as letras), sendo 4 cartas por categoria. A carta A1 é o trunfo, ou seja, ganha de todas as outras, independente dos atributos, com exceção às cartas B1, C1, D1, E1, F1, G1, H1.
As cartas devem ser divididas entre os jogadores de forma igual, sem restar nenhuma carta solta.  Tira-se na sorte que começa o jogo. As cartas ganhas (inclusive a própria) vão sempre para o fim do monte de cartas do vencedor da rodada.
Com exceção à carta Trunfo, que é só mostrar para ganhar (ou perder no caso daquelas exceções apontadas acima), no caso das demais cartas, o jogador escolhe um atributo que acredita ser o mais forte da carta e lança na mesa, assim como seu(s) adversário(s). quem ganhar no atributo proposto pelo primeiro jogador, pega todas as cartas da mesa para si, e coloca atrás do seu monte de cartas.
O grande vencedor é aquele que levar todas as cartas de seu(s) oponente(s).
PS: as regras serão lançadas aqui no blog em forma de carta para que seja guardada juntamente às cartas.



























1˚ano: Simulado novembro 2011


Ehhh professora eficiente é outra coisa, segue o simulado.


1) (Unesp) Um cronista do período colonial escreveu que os povoadores do Brasil, por mais ricos que sejam, tudo pretendem levar a Portugal e, se as fazendas e bens que possuem souberam falar, também lhe houveram de ensinar a dizer como aos papagaios, aos quais a primeira coisa que ensinam é: papagaio real para Portugal, porque tudo querem para lá. (Frei Vicente do Salvador, "História do Brasil", 1500-1627) O texto do cronista revela que: 
a) os colonizadores procuravam usufruir as riquezas da colônia, não manifestando nenhum apego à terra.
b) os povoadores objetivavam preservar a fauna e a flora exóticas da nova terra, como os papagaios.
c) o Brasil era visto pelos portugueses como região desprovida de interesse comercial ou econômico.
d) o Brasil, no entender dos colonizadores, deveria fornecer mão-de-obra barata para as indústrias portuguesas.
e) os portugueses ocuparam o Brasil com a finalidade de defendê-lo e de fundar uma nova pátria.

2) (UFPI) Algumas décadas depois da chegada de Cabral à América, os portugueses viram-se na necessidade de efetivar a ocupação das suas descobertas territoriais. Sobre o processo de colonização implementado pelos lusitanos na América, podemos afirmar que: 

a) Foi viabilizado pela descoberta de ouro e diamantes no interior, particularmente, em terras hoje pertencentes aos Estados de Minas Gerais e Goiás.
b) Teve, no cultivo da cana para a fabricação de açúcar a ser comercializado no mercado europeu e na utilização do trabalho escravo, fatores centrais.
c) Teve, na exploração do pau-brasil, na utilização da mão-de-obra africana e na criação de um sistema colonial centrado na vida urbana, elementos vitais para o sucesso inicial do empreendimento colonial.
d) Teve, na Coroa Espanhola e nos mercadores da Nova Lusitânia, parceiros vitais para o êxito do empreendimento.
e) Só foi efetivamente viabilizado com a unificação da Península Ibérica em 1580.

3) Muito cedo no Brasil, as Câmaras Municipais tiveram consciência de suas funções e principalmente do papel relevante que deviam desempenhar no processo de colonização que aqui se iniciava. Organização dotada de aptidões variadas e provida de uma capacidade de adaptação admirável, logo relacionou-se com o meio, pondo-se em contato íntimo com as necessidades locais. Quando qualquer outro aparelho administrativo ainda titubeava ensaiando formas de expressão em longas experiências, já o município funcionava com notável destreza.
E. Zenha. O Município no Brasil, in Francisco Teixeira, História do Brasil: da colônia à república
A partir da leitura do texto e tendo em conta o período da administração colonial portuguesa no Brasil é correto afirmar que:
a)  Nas Câmaras Municipais o papel principal cabia aos vereadores, designados pela metrópole.
b)  Nas Câmaras Municipais os vereadores eram eleitos pela população não havendo qualquer restrição quanto aos candidatos municipais.
c)  As Câmaras Municipais eram ardentes defensoras dos interesses da autoridade metropolitana, situação que originava freqüentes conflitos contra a aristocracia rural instalada no Brasil.
d)  As Câmaras Municipais eram controladas pelos “homens bons”, ou seja, proprietários residentes na cidade e que não exerciam nenhuma profissão manual.
e)  As Câmaras Municipais eram completamente subordinadas ao governador geral do Brasil, encarregado conforme previa o Regimento de nomear todos os vereadores.


4) O quadro O Jantar no Brasil (reproduzido na figura), de Jean-Baptiste Debret, pintado no início do século XIX, retrata:
a)  um período de convivência pacífica entre senhores e escravos no Brasil colonial, como mostra a refeição compartilhada entre membros dos dois grupos sociais.
b)  a aceitação pela elite brasileira do projeto de término da escravidão, levado adiante pelo governo imperial de D. Pedro I nos anos iniciais da Monarquia.
c)  a falta de diferenciação social entre senhores e escravos no Brasil colonial, mesmo diante da violência exercida no tráfico de escravos pelos comerciantes lusos.
d)  algumas leis abolicionistas, como aquela que proibia o tráfico de cativos, e seus reflexos no cotidiano dos escravos brasileiros, que foram incorporados à Casa- Grande.
e)  o cotidiano de senhores e escravos no Brasil, caracterizado pela possibilidade de convivência entre membros dos dois grupos e pela manutenção de símbolos que os diferenciavam. 

5) Os primeiros jesuítas chegaram à Bahia com o governador-geral Tomé de Sousa em 1549, e em pouco tempo se espalharam por outras regiões da colônia, permanecendo até sua expulsão, pelo governo de Portugal, em 1759. Sobre as ações dos jesuítas nesse período, é correto afirmar que

a) criaram escolas de arte que foram res- ponsáveis pelo desenvolvimento do barroco mineiro.
b) defenderam os princípios humanistas e lu- taram pelo reconhecimento dos direitos civis dos nativos.
c) foram responsáveis pela educação dos fi- lhos dos colonos, por meio da criação de colé- gios secundários e escolas de “ler e escrever”. d) causaram constantes atritos com os colo- nos por defenderem, esses religiosos, a pre- servação das culturas indígenas.
e) formularam acordos políticos e diplomáti- cos que garantiram a incorporação da região amazônica ao domínio português.

6) (Unesp) Entre as formas de resistência negra à escravidão, durante o período colonial brasileiro, podemos citar
a)  a organização de quilombos, nos quais, sob supervisão de autoridades brancas, os negros podiam viver livremente.
b) as sabotagens realizadas nas plantações de café, com a introdução de pragas oriundas da África.
c)  a preservação de crenças e rituais religiosos de origem africana, que eram condenados pela Igreja Católica. 
d)  as revoltas e fugas em massa dos engenhos, seguidas de embarques clandestinos em navios que rumavam para a África.
e)  a adoção da fé católica pelos negros, que lhes proporcionava imediata alforria concedida pela Igreja. 

7) (UFSCAR) Observe as imagens que pertencem ao manuscrito um cronista inca, Guaman Poma de Ayala (1526-1614).
 Leia as afirmações seguintes, a respeito dos incas. 
I. Praticavam a agricultura da batata.
II. Utilizavam arado de tração animal.
III- Homens e mulheres trabalhavam nas atividades agrícolas. 
IV- Tinham calendário agrícola, respeitando épocas de plantar e colher. 
V Tinham uma escrita própria, desenvolvida desde o século XIV. 
Estão corretas as afirmações:

a) I, II e III, apenas. 
b) I, III e IV, apenas.
c) II, IV e V, apenas. 
d) I, III, IV e V, apenas.
e) I, II, III, IV e V. 

8) (GV) Na colonização espanhola da América houve uma instituição incaica que foi aproveitada pelos espanhóis, tornando-se um elemento decisivo para o domínio destes. Essa instituição era:
a) a plantation;
b) o quipu,
c) a mita;
d) a chicha (rsss - desculpem... não resisti : ) 
e) a hacienda

9) (Mack) Após a expulsão dos holandeses do Brasil, em 1654, as relações entre a colônia e a metrópo- le portuguesa caracterizaram-se pela:
a) prosperidade econômica, tanto da colônia como da metrópole, em função da expansão do mercado açucareiro.
b) estabilidade financeira de ambas, uma vez que não houve o pagamento de indenizações nos tratados de paz.
c) menor opressão da metrópole sobre a colô- nia, em virtude da extinção do pacto colonial. d) crise econômica decorrente da concorrência do açúcar holandês das Antilhas, afetando a metrópole e a colônia.
e) superação da dependência econômica de Portugal e Brasil em relação à Inglaterra.

10) (UNESP) (...) em diversas ocasiões, governadores, senhores de engenhos municipais convocaram sertanistas de São Paulo  para empreender campanhas de "desinfestação" contra as populações revoltadas. (...) 
(John M. Monteiro, Negros da Terra.) 
Além da atividade descrita no texto, os chamados bandeirantes paulistas, nos séculos XVI e XVII, empenharam-se essencialmente: 
a) na produção cafeeira.
b) na defesa militar da costa.
c)  na exploração do pau-brasil.
d) no apresamento de indígenas.
e) no tráfico de escravos africanos.


GABARITO: 
1) A, 
2) B
3) D
4) E
5) C
6) C
7) B
8) C: NADA DE CHICHA!!!
9) D
10) D


Dúvidas??? Me procurem!!!

1˚ano: Brasil Holandês

Nassau e a restauração pernambucana

         "Não era fácil a tarefa de administrar o Brasil holandês. Em Pernambuco não apenas encontraram culturas nativas, mas toda uma sociedade colonial criada pelos portugueses baseada na grande propriedade, na monocultura da cana, no uso da mão-de-obra escrava, indígena e depois africana. Essa relação abrangia também o conflito entre duas diferentes comunidades europeias: os que vieram dos Países Baixos e os lusitanos que haviam povoado a região desde 1534. Além disso, os holandeses trouxeram consigo ingleses, franceses, alemães e escoceses como soldados para não falar da numerosa sociedade judaica de ascendência portuguesa. Esses judeu só não fundaram em Recife a primeira sinagoga das Américas, mas, ao abandonarem o Brasil com o fim do domínio holandês, instalaram-se em Barbados, Curaçao e Nova York. Além disso havia a disparidade entre o precoce crescimento de valores capitalistas nos países Baixos e a persistência de Portugal e colônias em um sistema que combinava a ética econômica do Antigo Regime com uma expansão ultramarina. Para Gilberto Freyre, o contato com os holandeses foi "o primeiro contato com o mundo com a Europa nova, burguesa e industrail que tivera a colônia portuguesa da América." Para Joaquim Nabuco, "os holandeses trouxeram para essa colônia, num tempo em que eles não floresciam aqui, dois grandes princípios modernos de liberdade: de consciência e de comércio."
         Mas Nassau é lembrado, sobretudo, pelo seu patrocínio às artes e ciências. Trouxe consigo, remunerando-os do próprio bolso, Albert Eckhout e Franz Post, que, juntamente com Zacharias Wagner pintaram pela primeira vez, a paisagem brasileira e os tipos humanos que a povoaram. Ele não resistiu, em especial, em seu gosto pela arquitetura, pela jardinagem e pelo planejamento urbano. Nassau viria a perder a ilusão que o governo de uma Companhia de Comércio pudesse reconciliar definitivamente o domínio holandês com os lusos brasileiros, que encaravam invariavelmente suas relações como os neerlandeses sob as lentes de incompatibilidade radical - cultural - resisitindo tenazmente por preservar a fé católica, o sentimento nacional português e a fidelidade monarquica, diante da convivência com os hereges, estrangeiros, gente com costumes devassos e homens sem reis, pois as províncias dos Países Baixos viviam sob regime republicano. 
          Enquanto Recife se especializou administrativa e comercial, em que predominavam o funcionário e o negociante estrangeiro, o campo, palco da atividade agrícola e fabril, tornou-se o local mais sagrado e inviolável da pureza e do casticismo lusitanos. 
          É comum se atribuir à restauração pernambucana uma das primeiras manifestações do nacionalismo brasileiro. Mas isso é um equívoco já que o fato foi, antes de tudo, uma reação de consciência portuguesa dos colonos do Nordeste, reativada pela presença estrangeira dos hereges e pela recente independência do Reino perante Castela. Só a partir da restauração do trono português é que se passou a interpretar o episódio de modo diferente, e assim mesmo não em termos de sentimento nacional, mas loca." 

MELLO, Evaldo Cabral de, Um herege no poder. Revista Nossa História. Ano 1 n. 8, 2004. p. 61-65. Adaptado  in FERREIRA, João Paulo Mesquita Hidalgo. Nova História Integrada. Volume 2. Editora Módulo.

1) Como o historiador Evaldo Cabral de Mello caracteriza a passagem holandesa pelo Brasil, do ponto de vista artistico e social?
2) Os "pintores de Nassau" foram os primeiros, não só no Brasil, mas em todas as colônias americanas, a ousarem temas de caráter não religioso. Com base nas obras de Post e Eckhout no ppt em anexo, responda: quais temas eram retratados por esses artistas?
3) Nassau enviou uma série de presentes para a corte do rei Luís XIV, da França, tentando estabelecer alianças. Entre os presentes estavam pinturas de seus artistas. Elas agradaram tanto que a manufatura Gobelins de tapeçarias, órgão oficial do governo francês para a criação de tapetes de luxo, fez cartões a partir de imagens enviadas do Brasil que seriam reproduzidas até o século XVIII. As duas ilustrações abaixo exemplos da tapeçaria Gobelins feitos entre 1690 e 1730

Descreva-a. Como essa tapeçaria pode ter contribuído para difusão da imagem do bom selvagem e do exotismo do Brasil?
4) (UNESP SP)

“E se a lição foi aprendida
a vitória não será vã.
Neste Brasil holandês,
Tem lugar para o português
e para o Banco de Amsterdam.”
(Chico Buarque e Rui Guerra. Calabar, 1973)
 Baseando-se nos versos da peça de teatro Calabar, responda: 

a)     O que era o “Brasil holandês”?
b)     Por que os autores afirmam que no Brasil havia lugar “para o português e para o Banco de Amsterdam”?

5) Andava o conde de Nassau tão ocupado em fabricar a sua nova cidade, que para estimular os moradores a fazerem casas, ele mesmo, com muita curiosidade, lhe andava fazendo as medi- das, e endireitando as ruas para ficar a povoação mais vistosa.
(Frei Manuel Calado. O valoroso Lucideno e triunfo da liberdade, 1648)
Com base no texto, responda:
a) Quem foi o conde de Nassau?
b) Qual o projeto apresentado no texto? Explique. 

c) Cite duas características do governo de Nassau em Pernambuco. 

Seguem os slides, inclusive com o conteúdo das próximas aulas! 
Não deixem de assistir ao vídeo de excelente qualidade produzido pela tv Brasil em parceria com a Revista de História da Biblioteca Nacional: